Outros mitos do e-Learning

O que ainda habita o “imaginário popular empresarial”

Selecionamos quatro novos mitos da obra Além do e-Learning, abordagens e tecnologias para a melhoria do conhecimento, do aprendizado e do desempenho organizacional, de Marc J. Rosenberg, para esclarecer para você. Confira! 

1 – O e-Learning eliminará a sala de aula
Mito! Por conta das facilidades do e-Learning, muitas empresas estudam reduções significativas em seus programas baseados em salas de aula. Algumas instituições inclusive chegam a ministrar 100% de seus treinamentos de forma online. Porém, após algum tempo de testes, concluem que a dependência excessiva de uma estratégia de fornecimento não é nem econômica nem efetiva.

O ideal é que o método presencial seja reformulado para formar com o e-Learning uma estratégia completa, que atenda a todas as necessidades dos diversos tipos de participantes. Assim, a sala de aula pode ser transformada em um espaço para debates em que equipes trabalhem de forma colaborativa para solucionar problemas complexos. 

2 – Apenas certos conteúdos podem ser ensinados online
Mito! Alguns temas podem até requerer reforço por meio de outros formatos de aprendizagem, como treinamento em sala de aula, oportunidades de prática ou acesso a instrutores. No entanto, conforme Rosenberg defende, por meio de uma abordagem de desenho instrucional adequada (conjunto de métodos, técnicas e recursos utilizados em processos de ensino/aprendizagem) é possível tratar de qualquer tipo de conteúdo de forma online, inclusive, aqueles relacionados a habilidades intangíveis, como liderança ou pensamento crítico.

3 – O valor do e-Learning é baseado na redução de custos 
Mito! É fato que o e-Learning efetivamente diminui os custos da oferta de treinamento. Mas boa parte das empresas também já constatou que essa modalidade de aprendizado pode gerar outros benefícios substanciais na produtividade dos trabalhadores, na velocidade da implementação do ensino e na redução do tempo para aquisição de competências. 

4 – Basta criá-lo e os resultados surgirão
Mito! Há duas questões que merecem mais atenção quando o assunto é resultado. A primeira está relacionada à adoção. É evidente que a empresa precisa ajudar os usuários para que eles assimilem e utilizem o e-Learning. Estimular e não apressar. Pressionar funcionários, parceiros ou clientes para que adotem o e-Learning só porque ele está disponível não necessariamente resultará em sua aceitação.

Outro ponto importante é conquistar financiamento. “Embora seja um processo dificultoso, descobrir patrocinadores executivos que realmente comprometerão recursos, inclusive, pessoas e dinheiro e investir o tempo de seus funcionários para a sua causa são medidas sensatas e um critério importante para que seu e-Learning seja bem-sucedido”, aponta Rosenberg.

Referência: Além do e-Learning, abordagens e tecnologias para a melhoria do conhecimento, do aprendizado e do desempenho organizacional, de Marc J. Rosenberg.
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