O desenho instrucional e sua importância para a EAD

Facilitar o aprendizado e garantir um estudo autônomo são preceitos do desenho instrucional

Quem não está por trás da produção de um treinamento, pode não saber de todos os esforços necessários para o desenvolvimento do conteúdo e da estrutura. Estuda-se o público-alvo, as necessidades de aprendizagem, a criação de personagens, entre outros fatores, com o objetivo de facilitar o aprendizado, tornando essa experiência mais interessante e proveitosa.

Essa “engenharia pedagógica”, que trata de métodos e técnicas envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, é conhecida como design instrucional. Ela é aplicada na concepção de materiais didáticos como apostilas impressas, vídeos, softwares, tanto no aprendizado em sala de aula quanto no e-Learning. Por isso, o desafio o design instrucional é permitir que o estudo ocorra com ou sem a presença de um orientador.

Seu modelo mais comum é conhecido como Addie e conta com cinco fases: análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação. Confira os destaques de cada uma das etapas:

Análise – Na fase de análise é feito um levantamento a respeito das necessidades, restrições e soluções de aprendizagem – se ela é complementar à educação básica ou se é técnica, bem como se visa oferecer algum conhecimento específico sobre determinada norma ou desenvolver habilidades comportamentais.

Design Aqui é realizado o planejamento de todas as variáveis do curso, tais como o tipo de conteúdo que será ensinado, a duração do curso, as atividades propostas, plataformas utilizadas, formas de avaliação. Nessa fase, devem ser respondidas pelo designer instrucional (o profissional que está envolvido em todas as etapas do projeto de educação) perguntas como: O que precisa ser ensinado? Como esse público aprende melhor? Que teorias e técnicas utilizar?

Desenvolvimento – Aqui entra a produção de materiais, a criação de personagens, recursos midiáticos. O designer instrucional se preocupa também com questões de logística, materiais de suporte e distribuição de orçamento.

Implementação – Quando o conteúdo é disponibilizado ou publicado e também a fase em que se faz o acompanhamento dos alunos no processo de formação e possíveis ajustes.

Avaliação – na fase de avaliação conhece-se a efetividade das estratégias utilizadas: como o programa foi realizado, se teve sucesso, quais as necessidades de melhoria, se os benefícios atingidos “compensam” os custos e se devem ser providenciadas ações complementares.
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