e-Learning: fisgue o participante pela história

Comece a pensar como um contador de histórias e poupe seus colaboradores de passarem por treinamentos maçantes

Quem não gosta de uma boa história? Perdemos a noção do tempo lendo as páginas escritas por nossos autores favoritos, “engatamos” um episódio seguido de outro de uma série fantástica ou, ainda, enfrentamos uma fila gigantesca só para ver a estreia de um filme. Seja comédia, seja suspense, boas histórias envolvem e nos prendem, pois fazemos uma relação imediata com nossas vivências e emoções. É assim com qualquer ser humano, em qualquer circunstância. Então por que seria diferente em um treinamento?

Poupe seus colaboradores de treinamentos “frios” e cansativos preparados apenas com estatísticas, tabelas de dados e gráficos. Em vez disso, conte a eles boas histórias (que podem até conter esses dados, mas só aquilo que for mais relevante), pois elas irão ajudar a acionar e estimular a imaginação e o raciocínio.

Como transformar o que aparentemente parece monótono em uma história envolvente? Comece a pensar como um storyteller ou contador de histórias. Compreenda os elementos que compõem a história, relacione com seus tópicos e voilà! Ok, pode até não ser tão simples assim. Por isso selecionamos algumas dicas para ajudá-lo. Depois delas, nem seus treinamentos nem suas piadas em família serão vistos da mesma maneira.

Liberdade – No momento de escrever não seja crítico. Deixe as ideias fluírem e coloque tudo no papel. A edição do material deve ficar para depois ou você irá bloquear várias ideias e recursos interessantes por ser demasiadamente crítico. O mesmo serve para escrever já pensando no número de slides, telas ou páginas. Claro que é importante ter isso em mente para não extrapolar e ter um trabalho gigantesco de edição. Mas, no momento de criação, atente-se à história que você precisa contar: quais são os episódios mais importantes; como esses episódios se desenrolam; quais são suas consequências e resultados?

Paixão – Em vez de engajados ou motivados, muitos colaboradores podem sentir-se obrigados a participar dos treinamentos empresariais. Você precisa mexer com seu colaborador, fazê-lo querer estar “presente”, mesmo que virtualmente, conectado ao material. Por isso, é fundamental instigar a curiosidade. De que forma? Ofereça aquilo que seus colaboradores precisam desde o início do curso. Não dê espaço para distrações, fisgue a audiência! Mostre claramente todos os benefícios que o curso oferecerá e de que forma ele poderá ser útil profissionalmente e pessoalmente.

Identificação – É possível escolher um tema bastante lúdico, mas não fuja do foco ou assunto principal, pois é preciso que seu colaborador se identifique com a situação. Para isso, o “herói” de sua história pode ter características bastante semelhantes e vivenciar basicamente as mesmas experiências que seu funcionário. Assim, ele poderá relacionar mais facilmente o conteúdo do treinamento com a realidade. Esse herói o conduzirá até o final da narrativa apresentando um mundo de possibilidades e inspirando-o a tomar medidas ou modificar seus padrões de comportamento.

Antagonista – Toda história deve dar aquele friozinho na barriga, aquela sensação incômoda de que algo precisa ser feito, afinal, nós adoramos tensão! Por isso, um antagonista em seu e-Learning também é elemento essencial. Ele não precisa necessariamente ser um vilão personificado, mas pode ser retratado um obstáculo a ser superado ou uma característica, um hábito ou comportamento negativo, como a centralização de atividades e a ansiedade. Esse problema será a força (o fôlego) que sua audiência terá para chegar até o fim do conteúdo; ele irá instigar seu time a continuar curioso e com a expectativa de solucionar a situação.

Desfecho e “transformação” – Sua história deve fluir demonstrando a evolução de seu personagem e situação, bem como os frutos colhidos ou vantagens que surgiram a partir da mudança de comportamento e você precisa demonstrar essa transformação para convencer os colaboradores de que eles também são capazes de trazer essa mudança para suas próprias vidas. 

Referência: SHIFT eLearning Blog

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